Fluoxetina: Prozac

Antidepressivos ISRS

Os antidepressivos chamados de Inibidores Específicos da Recaptação da Serotonina (ISRS) são aqueles que não interferem ou interferem pouco nos demais neurotransmissores além da serotonina (5HT).

O efeito antidepressivo dos ISRS parece ser conseqüência do bloqueio seletivo da recaptação da serotonina (5-HT). A fluoxetina foi o primeiro representante dessa classe de antidepressivos e ela tem um metabólito ativo, a norfluoxetina. Esse metabólito é o ISRS que se elimina mais lentamente do organismo.

As doses dos ISRS, seja a fluvoxamina, sertralina, paroxetina, fluoxetina ou outros, devem ser individualizadas para cada paciente. A incidência de efeitos colaterais anticolinérgicos, antihistamínicos e alfa-bloqueantes, assim como o risco de soperdosagem é menor nos ISRS que nos chamados antidepressivos tricíclicos (ADT). Estes últimos, causam mais efeitos colaterais que os ISRS, mais intolerância digestiva (até 21 % dos pacientes podem experimentar náuseas, anorexia, boca seca), sudorese excessiva, temores, ansiedade, insomnio.

Por outro lado, a fluoxetina tem se associado a alguns casos de acatisia, especialmente quando a dose é muito alta, e a estimulação de SNC parece maior com a fluoxetina que com outros ISRS. A fluvoxamina também parece produzir mais intolerância digestiva, sedação e interações farmacológicas que outros ISRS. A paroxetina origina mais sedação (também a fluvoxamina), efeitos anticolinérgicos e extrapiramidais que outros ISRS. Tem-se relatado sintomas de abstinência com a supressão brusca do tratamento com a paroxetina e com a venlafaxima.


FLUOXETINA

BIOZAC
CLORIXETIN
DAFORIM
DEPRAX
DEPRESS
EUFOR
FLUOXETIN
FLUOXIL
FLUOXON
FLUOZET
FLUXENE
FLUXTINA
NORTEC
PROZAC
PSIQUIAL
SOSTAC
VEROTINA

A Fluoxetina é um inibidor seletivo da captação da serotonina no nível do córtex cerebral, neurônios serotoninérgicos e das plaquetas. Não inibe a captação de outros neurotransmissores, não tendo afinidade pelos receptores adrenérgicos, muscarínicos, colinérgicos, H1-histamínicos, serotonínicos ou dopamínicos. Tanto a fluoxetina como seu metabólito principal, a norfloxetina, apresentam meia-vida plasmática longa, o que permite sua administração em dose única diária.

Indicações
Transtornos depressivos. Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Dose
As doses diárias variam de 20 a 40mg/dia. A dose de 20mg/dia administrada pela manhã é recomendada como dose inicial. O aumento da dose pode ser considerado após algumas semanas caso nenhuma melhora clínica seja observada.

Contra-indicações
Hipersensibilidade à droga, gravidez e lactação. Não administrar fluoxetina no mínimo por 5 semanas antes ou depois do uso de IMAO, devido ao risco de interação grave, com síndrome serotoninérgica.

Reações adversas
As reações mais comumentes observadas são ansiedade, nervosismo, insônia, sonolência, fadiga, astenia, tremor e problemas gastrintestinais, incluindo anorexia, náuseas e diarréia.

Precauções
A fluoxetina tem ação anorexígena com uma discreta redução ponderal durante seu uso. Nos pacientes sensíveis ocorrem rash, urticária incluindo febre, leucocitose, artralgias, edema e até linfadenopatias. Usar com cuidado em pacientes com história de convulsão.

Os suicidas potenciais de alto risco devem ser supervisionados cuidadosamente durante a terapia, evitando-se prescrever ou deixar grande quantidade de medicamento junto ao paciente. Uso cuidadoso em idosos (reduzir doses) e renais crônicos. Uso em pediatria ainda não está indicado. Gravidez. Lactação – concentra-se no leite materno: interromper.

Advertências
A fluoxetina não parece ter potencial de desenvolvimento de abuso, tolerância ou dependência física, entretanto deve-se evitar a prescrição do medicamento a pacientes com história de abuso de drogas.

Interações
Com triptofano e lítio podem ocorrer reações do tipo síndrome serotoninérgica. Com diazepam pode haver prolongamento da meia-vida dessa droga. Drogas que se ligam fortemente às proteínas plasmáticas (cumadina, digitoxina) podem concorrer com a fluoxetina nessa ligação, aumentando o risco de efeitos adversos de uma ou de outra droga. Evitar o uso concomitante de outras drogas que agem no SNC.

Superdose
A conduta inicial é de provocar emese e lavagem gástrica ou administrar carvão ativado com sorbitol. Instituir adequada ventilação e oxigenação. A função cardíaca e os sinais vitais devem ser monitorizados. Não há antídoto específico para a fluoxetina, que não é dialisável.

DAFORIN® – (NOVAQUIMICA-SIGMA)
Composição: Cada cápsula contém cloridrato de fluoxetina 20mg. Cada ml da solução oral contém cloridrato de fluoxetina 20mg
DEPRAX® – (ACHÉ)
Composição: Cada cápsula contém cloridrato de fluoxetina 20mg
EUFOR 20® – (FARMASA)
Composição: Cada comprimido contém fluoxetina 20mg
FLUXENE® – (EUROFARMA)
Composição: Cada cápsula contém cloridrato de fluoxetina 20mg.
NORTEC® – (ATIVUS)
Composição: Cada comprimido revestido contém cloridrato de fluoxetina 10mg e 20mg
PROZAC® – (ELI LILLY)
Composição: Cada cápsula contém fluoxetina20mg. Cada 5ml de líquido contém cloridrato de fluoxetina 20mg.
VEROTINA® – (LIBBS)
Composição: Cada comprimido contém cloridrato de fluoxetina 20mg

3 Responses

  1. Nosso filho de 13 anos toma fluoxetina 20mg. Ele toma esse medicamento desde a idade de 5 anos, sempre com acompanhamento médico, gostaria de saber se seria necessária a troca por outra medicação ou ele pode continuar tomando esse.

  2. gostaria de saber se fluoxetin altera a pressão eu não sabia se meu irmão tinha pressão alta ele esta tomando fluoxetin e esta com a pressão 15 /09 eu dei catopril para ele toma

  3. Tenho síndrome do pânico, mas estou bem melhor nos últimos 03 anos, embora ainda tenha algumas restrições. Venho tentando engravidar há 2 anos, sem sucesso. Como já tenho com característica a ansiedade, esta também aparece por não estar conseguindo engravidar.
    Este mês começo um tratamento para Fertilização in vitro e pensei em voltar a tomar medicação, como forma de me relaxar mais e dar continuidade ao meu tratamento de melhora da síndrome do pânico, já que este assunto ficou um pouco arquivado com a intenção de engravidar. Minha psiquiatra foi contra tomar a medicação na gravidez e fui em outro psiquiatra que acha que não há problemas.
    Podem me orientar?

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